Segunda-feira, Setembro 11

Gatas na pista


Espalhadas pelo morro. Agitadas pelas estradinhas comentando assuntos mil. Compenetradas com alguma tarefa de apoio importante. Fotografando ou filmando seus parceiros encarapitadas em rochas e pontos estratégicos. Ou mesmo por ali apenas assistindo aos acontecimentos, um olho na pista, outro da galera.

Lá estão as gatas que não competem diretamente, mas influenciam e muito todo o ambiente. O cenário é de um grande evento. Algo forte está rolando. Rola morro abaixo, rola morro acima, rola ao redor. A atmosfera está impregnada de excitação, adrenalina, cheiros de feras e feromônios, pico de hormônios. Muita festa, atitude, testa e testosterona. Se eu fosse mulher provavelmente estaria lá também. Eu acredito em feromônios, e você?

- Aí, como você se chama? Tá bom, estou fazendo uma crônica... posso conversar?
- Claro! O que ce tá querendo saber?
- Como você se chama e porque veio.
- Suzana. Meu namorado está competindo. Tá difícil, ele deve pegar só o oitavo, ele disse.
- Eu já estaria muito contente com isso. E aí, essas são suas amigas?
- É. A Mary e a Joana.
- Prazer! Vocês também estão acompanhando alguém?
- Não, só a Suzaninha aqui... Quem sabe alguém acompanha a gente no final... (risos)
- Posso tirar uma foto?
- ?...
- Chi, foi mal. Acabou a pilha.

Três gatas maravilhosas. Essa coisa de escrever às vezes dá entradas perfeitas para conhecer novas pessoas interessantes. Você está me acompanhando, não é?

- Vocês vão estar na cena do pódio?
- Acho que sim, depende do Chitãozinho. Sabe, depende da cabeça dele no momento, ele pode estar na frente, ele pode tomar rola, depende.
- Você então namora o Chitão? Pô, ele desce maneiro. O cara é fera.
- É sabe que ele chama assim por causa daquele animal que corre muito, aquele que parece que tem lá na África.
- Diz que esse bicho corre mais que notícia ruim em terra de comadres... Depois que ele acaba sua descida, o que você costuma fazer?
- Ah, sempre corro lá para falar com ele, saber como foi, né? Mas logo em seguida não é legal porque o cara tá muito adrenado, não segura conversa nenhuma. Bom, eu sempre curto essas coisas. Depois, sei lá, a gente ajuda com a bike, a por ela no carro, aí tem o papo de bebidinha, sanduichinho. Ajudo a pegar coisas no carro, trocar de roupa, passo a toalha, lencinho de bebê...
- Maravilha. E vocês, já se deram bem em alguma prova?
- Cara, o que tem de gato por aí não é normal. Mas não é que nem em balada. Não tem essa de beijar. Aqui rola mais devagar. Os caras detonam parece que só nessa pista aí.
- Vocês sentem uma coisa forte no ar, uma coisa meio louca, masculina?
- Só, pode crê. Tem mesmo.
- Vocês curtem isso?...
- Claro, meu. E eu ia ficar em casa numa hora dessas. Quero é estar aí no meio dessa muvuca toda.
- É tá bombando mesmo!
- Falaram e mandaram bem, gatas. Vô nessa que atrás vem pressa. Beijinhos, beijinhos, beijinhos.
- Valeu!

Mas também tem quem não goste. Quem não gosta uma vez, duas vezes, na terceira começa a detestar. Pode até agüentar mais um pouco, mas é inevitável. Vai acabar detestando. E quem detesta uma vez, na segunda acha insuportável. E quem acha insuportável uma vez, não volta mais. Briga, arranha, separa, sei lá. Não são poucas, infelizmente.

- Aí, o que tá rolando, minha cara. Tô fazendo um tipo de reportagem para o Bikezone. Queria saber o que você faz aqui. Pode ser?
- Pô, não faço nada. Quer dizer, depois que meu namorado começou os treinos, fico só esperando ele descer e aí ele nem tem muito assunto comigo, fica lá comentando com a galera sobre a pista, manobras e zoando os caras que não se davam bem. Pô, meu aqui é muito chato, vê se você tem saco de ficar horas sem fazer nada. O que que tem aqui? Só tem essa porra de pista, esse morro do caralho que não subo nem a pau. Pô, podia mesmo ter uns lances de caminhada, uns cavalos, sei lá, coisas legais para a gente ficar fazendo, uma lanchonete bem maneira com muito lugar para sentar e até ver a pista. Aí dava para juntar outras minas e ficar ali trocando umas idéias.
- Mas você não acompanha o cara, marca tempo, ajuda nesse papo de trazer uma coisinha aqui, levar outra coisinha lá?
- Ô, meu, até que me ligo nesse lance aí, mas, pô, fazer só isso durante horas e ficar sem fazer nada no meio tempo não é fácil. Aí me esqueço, ele estressa comigo. É mau.
- Você acha que se os caras fizerem umas pesquisas e forem criando essas coisas e outras mais para o pessoal que está só acompanhando, famílias, amigos... Quer dizer, você ia curtir mais a parada?
- Com certeza, seria demais.
- Como você se chama?
- Míriam.
- Então, Miriam, vou dar uma idéia. Se você topar, junte uma galera que está na mesma situação e faça uma lista, coisa simples mesmo, e passe as idéias para a organização. É um jeito de ir pressionando e ir dando uma luz para os caras.
- Qual é, ainda vou ter que dar um trampo free pros caras, meu?
- Não é isso, é só uma idéia para ajudar. Nada não.
- ...
- Bom, vou nessa, tchau!
- Tchau!

Tem gente que acho que está mais para reclamar mesmo. Mas isso não quer dizer que é a única forma de agir. Aliás, raramente reclamar é agir. Sempre, sempre tem alguma coisa que a gente pode fazer. Reclame só se você ainda não descobriu como. Não deixe de tentar sempre. Gatas que vão acompanhar alguém e que acabam se metendo na organização são muito raras. Não sei porque, me ajudem, me contem. E contem comigo para escrever o que quiserem.

Bom, tem muitas gatas que estão trabalhando. Belas fotógrafas. Fazem pose para capturar a pose alheia. Passam batom para encarar a câmera. Perfume para subir o morro. Tem as que filmam, entrevistam (de verdade), fazem produção, lanches. Tem as que ajudam na cronometragem, sempre iradíssimas quando um paisano sem noção (e está sempre cheio deles) ameaça passar pela célula fotoelétrica que faz a tomada de tempos. Tem as enfermeiras, algumas massagistas de mãos fortes, as promotoras de vendas.

Não, não esqueci de vocês velozes, furiosas e malucas que encaram a pista de cima e despencam por ela, seja de jeito for. Amo e admiro a todas. Felizmente meu cérebro tem um circuito que compensa as possíveis diferenças entre os sexos na hora da pedreira e vibro de verdade quando vejo uma mina na pista.

Mas todas essas minas são assunto para uma próxima vez. Hoje quero só celebrar aquelas que simplesmente estão ali. Sem elas, a coisa teria menos graça. Eu sei, mesmo quando você está 100% concentrado na pista ainda sobra algum bendito espaço para o registro dum belo rosto que olha para você, que grita e agita. Um belo par de pernas consegue acompanhá-lo por um bom trecho de pista, mesmo em manobras impensáveis. E quando você termina, essas visões furtivas e improváveis incorporam-se de alguma maneira à emoção do momento, nem precisa ser de forma consciente.

Insisto, hoje quero celebrar aquelas que estão lá porque simplesmente é lá que tem coisa acontecendo e exalando feromônios. E, talvez elas nem saibam, mas sua mera presença provoca ainda mais aquilo que elas estão buscando. Seja o que for. Seja o que Deus quiser. E que Ele nos acuda!

(Augusto Froehlich)

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Além da valiosa ajuda fazendo o papel de babá, carregando as coisas, fazendo massagem, enfim, "ajeitando" tudo, o mulherio nas corridas dá um ânimo maior. Sabe aquela vontade que todo homem tem de se exibir? Haha, é a oportunidade perfeita.
Mas sabe o que é melhor? É terminar aquela corrida e ter alguém pra abraçar e comemorar a vitória (não restringindo ao pódio) ou chorar a derrota. Essa sensação não tem preço.
Um relacionamento é construído através dessas simples coisas. Não me refiro apenas ao ciclismo, mas a tudo na vida. É tão bom quando temos a pessoa que gostamos por perto nem que seja só para dar uma volta no parque ou acompanhar em uma simples consulta médica.
Essa presença é que faz com que as pessoas se tornem especiais. Contudo, não estou falando que devem viver sempre "grudados", afinal cada um precisa do seu espaço, mas falo que esses momentos que podem parecer bestas, são os que mais solidificam uma boa relação. É aquele lance do companheirismo, hehe.

Uma ótima semana para todos.

Quarta-feira, Setembro 6

Relações Amorosas



João é um cara super legal. Extrovertido, cheio de amigos e, principalmente, amigas. Sua vida é simples e boêmia, pois nunca perde a oportunidade de tomar aquela cervejinha com os companheiros. Fanático por futebol, não passa um jogo a que ele não assista. Vai pro campo de camisa, bandeira, pinta a cara e veste peruca. Fica dias de mau-humor quando o time perde e comemora como um louco as vitórias. João é assim, um cidadão do bem. Não fala mal dos outros, mas se antipatiza com alguém, não faz a menor questão de disfarçar. Sem ser grosso, claro. A mulherada adora João. Também, quem não gosta de um cara assim? Cheio das amigas, sempre as cumprimenta com um abração. Algumas ele fica, outras já ficou e tantas outras ainda pretende ficar, massem estresse. Apesar de lindo, João não faz o tipo galinha. Tanto que, por trás desta vida cheia de farra, ele sente a maior falta de uma namorada. Mas tem que ser assim, alguém tão gente boa e sem frescura quanto ele, do contrário, ele cai fora.

Do outro lado da cidade está Maria. Ela bebe cerveja, assiste ao futebol nos bares da cidade e ainda berra palavrões se a defesa do seu time deixa passar uma bola. Inteligente, bonita, independente… Maria é o que podemos chamar de mulher moderna. Seu telefone não pára de tocar com convites pra sair, viajar, bater um papinho regado à cerveja. Maria tem um gosto eclético para uma mulher. Além de futebol, curte filmes violentos e de ficção, como também, shows de rock. Ela conta piadas sacanas e detalha sua vida sexual pras amigas, que bolam de rir e retribuem, cada uma com suas respectivas aventuras. Não faz pose de santinha e nem fica chocada quando ouve aquelas conversas tipicamente masculinas. Amigos homens ela tem aos montes, apesar de ser uma gata supervaidosa, seu jeito maloqueiral-chic deixa todos à vontade para, só amizade mesmo. Claro que alguns ela já pegou, outros ela pega e outros ela ainda vai pegar. É, porque Maria é quem pega, e não o contrário. Apesar de adorar essa vida, ela sente falta de um cafuné, de aprofundar uma relação, de pensar num futuro. Mas, como todos os mortais, tem lá seus traumas e receios.

De repente, num mágico dia de sol, João e Maria se esbarram, se agarram, ficam de rolo, transam, começam a namorar, casam, fazem filhos e vivem felizes para sempre! Ah como seria bom se a vida fosse assim: romântica e perfeita.

Mas, infelizmente, não é. O que parecia ser a relação ideal se transforma num verdadeiro inferno. João se escandaliza com a quantidade de álcool que a namorada bebe sem ficar alterada, não admite que ela fale nomes feios, e chama as amigas dela de rapariga. Por outro lado, Maria não suporta a maneira íntima como ele trata as próprias amiguinhas. Quando algumas delas aparecem, Maria faz cara feia e diz que todas são putas e querem agarrá-lo. Aí você deve estar pensando: mas pelo menos eles estão vendo os jogos do Campeonato Brasileiro juntos. Que nada!!! Ela não se interessa mais por futebol.Gostava mesmo era de ir aos bares ver os caras nervosos, berrando e exalando testosterona. E o que é pior, não quer ir e ainda implica quando o namorado diz que vai com os amigos. Pro coitado comparecer ao campo, então, é um inferno. A cerveja depois do jogo, e em qualquer outro horário, virou lenda. É então o que o cara começa a ceder pra evitar confusão, pois nessa altura do campeonato ela já o proibiu de sair com a rapaziada, e justifica dizendo que são todos um bando de cachaceiros e mulherengos. O sexo e a esperança de que a relação volte a ser como era no início são as únicas coisas que seguram este casal. Ela coloca a culpa nele e ele, nela, mas o que ninguém percebe é que ambos destruíram a relação.

Mas como a coisa chegou a este ponto sem que ninguém percebesse? Eles ficam se perguntando. A resposta pode ser mais simples do que se imagina, basta que cada um responda com total sinceridade às perguntas abaixo:

1- Por que a pessoa muda de personalidade quando começa a namorar, se o que atraiu o outro foi justamente quem você era no início?

2- Por que você obriga o outro a mudar de personalidade se foi essa a pessoa por quem você se apaixonou?

3- Por que, as características que você acha tão legal nos seus amigos, são os maiores defeitos do seu parceiro?

4- Por que o cotidiano do casal tem que mudar completamente ao começar uma relação, ao invés de permanecer o mesmo e o novo namorado apenas ser, especialmente, inserido na sua rotina, sem criar grandes abalos?

5- Por que acreditar que todas as mulheres do mundo querem pegar seu namorado, como se ele tivesse se tornado a mais nova celebridade no dia em que vocês oficializaram a relação?

6- Por que infernizar a vida do outro querendo saber o que fez e com quem, antes de você existir, se você também tem um passado tão “negro e sórdido”?

7- E, o mais importante, por que todo esse inferno e mudanças de atitude e personalidade mútua começam exatamente quando se define a relação como NAMORO?

Enquanto se fica, ninguém cobra, ninguém tem ciúme, ninguém diz como você deve ser e agir. É impressionante como existem pessoas que passam meses ficando, com toda regularidade, se falam quase todos os dias, sabem tudo da vida um do outro e até preservam uma certa fidelidade, mas não definem a relação porque temem o que pode se tornar, caso essa perigosa palavra seja pronunciada. O sentimento de posse, de propriedade toma a pessoa de uma forma descontrolada e a fantasia da relação maravilhosa do início faz com que os parceiros cedam. Cedem porque não agüentam a pressão, para evitar briga ou até mesmo, por medo de perder. Mas, no fundo, guardam a esperança de que tudo vai voltar a ser como era antes.

Mas não volta. Tudo vai ficando cada vez pior. E esta mesma ilusão faz com que nenhum dos dois tome a decisão de terminar. É mais fácil fingir ser quem o nosso parceiro quer que sejamos. Ser uma pessoa na frente do namorado e outra quando se está na companhia dos amigos. Mas fingir ser quem não é, irrita, incomoda, dá crise de identidade… É então que começa a nascer uma raiva, um abuso da outra pessoa e até de si mesmo. Seus olhos passam a enxergar novos horizontes e, de repente, trair não parece ser tão errado, nem difícil, afinal, quem garante que o outro já não está fazendo? E com essa desculpa a pessoa sai chifrando sem sentir culpa.

…Anos e anos depois, dois seres apaixonados e apaixonantes não mais se reconhecem e um certo dia, a bomba explode. Solteiros novamente passam a ter aversão a namoro ou qualquer tipo de relacionamento que lembre aquela coleira usurpadora de liberdade e personalidade. Relações casuais, sem cobranças e satisfações tornam-se ideais, mas o preço que se paga pela superficialidade é um pouco caro: não se vive grandes e loucas paixões, não há entrega, nem sonho, nem sexo com amor. Há apenas aventuras sexuais. Tudo isso, porque não conseguimos respeitar e amar o outro do jeito que ele é….

Dedico este texto a todos os Joãos e toda as Marias que já destruíram suas relações de tanto cobrar, impor, castrar e também ceder. Que se anularam e perderam seus eixos até não saberem mais quem são e como se tornaram assim. Mas dedico, principalmente, àqueles que estão inseridos neste processo hoje e ainda podem salvar suas relações.

Domingo, Setembro 3

O Sítio




O dono de um pequeno comercio, amigo do grande poeta Olavo Bilac, abordou-o na rua:
- Sr. Bilac, estou precisando vender o meu sítio, que o senhor tão bem conhece. Será que o senhor poderia redigir o anúncio para o jornal?

Olavo Bilac apanhou o papel e escreveu:

“Vende-se encantadora propriedade, onde cantam os pássaros ao amanhecer no extenso arvoredo, cortado por cristalinas e marejantes águas de um ribeirão. A casa banhada pelo sol nascente, oferece a sombra tranqüila das tardes, na varanda.”

Meses depois, topa o poeta com o homem e lhe pergunta se havia vendido o sitio:

- Nem pensei mais nisso, disse o homem. Quando li o anúncio é que percebi a maravilha que tinha.


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Um ótimo domingo para todos.


Sherlock Holmes e Dr. Watson vão acampar…

Montam a barraca e, depois de uma boa refeição e uma garrafa de vinho, deitam-se para dormir.

Algumas horas depois, Holmes acorda e cutuca seu fiel amigo:
- Meu caro Watson, olhe para cima e diga-me o que vê.
Watson responde:
- Vejo milhares e milhares de estrelas.
Holmes então pergunta:
- E o que isso significa?
Watson pondera por um minuto, depois enumera:

1) Astronomicamente, significa que há milhares e milhares de galáxias e, potencialmente, bilhões de Planetas.
2) Astrologicamente, observo que Saturno está em Leão
e teremos um dia de sorte.
3) Temporalmente, deduzo que são aproximadamente
03h15min pela altura em que se encontra a Estrela Polar.
4) Teologicamente, posso ver que Deus é todo poderoso e
somos pequenos e insignificantes.
5) Meteorologicamente, suspeito que teremos um lindo
dia amanhã. Correto?

Holmes fica um minuto em silêncio, então responde:
- Watson, seu idiota! Significa apenas que alguém roubou nossa barraca!!!

fonte: sem rodeios

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E é isso... Muitas vezes procuramos chifre em cabeça de cavalo quando a resposta é simples.

Como dizem, a vida é simples, mas a gente é que complica ela.

Sexta-feira, Setembro 1

13 Linhas para viver




1. Nenhuma pessoa merece tuas lágrimas, e quem as mereça não te farás chorar.


2. Só porque alguém não te ama como você quer, não significa que não te ame com todo teu ser.


3. Um verdadeiro amigo é quem pega tua mão e toca teu coração.


4. A pior forma de sentir saudade de alguém é estar sentado a seu lado e saber que nunca o poderás ter.


5. Nunca deixes de sorrir, nem quando estejas triste porque nunca sabes quem pode se apaixonar por teu sorriso.


6. Gosto de você não por quem tu és, mas por quem sou quando estou contigo.


7. Podes ser somente uma pessoa para o mundo, mas para alguma pessoa você é o mundo.


8. Não passes o tempo com alguém que não esteja disposto a passá-lo contigo.

9. Quem sabe Deus queira que conheças muita gente equivocada antes que conheças a pessoa adequada, para que quando finalmente a conheças, saibas estar agradecido.


10. Não chores porque já terminou, sorria porque aconteceu.


11. Sempre haverá gente que te machuca, assim que o que tens a fazer é seguir confiando e ser mais cuidadoso em quem confias duas vezes.


12. Transforme-se em uma pessoa melhor e assegure-se de saber quem és antes de conhecer alguém e esperar que essa pessoa saiba quem és.


13. Não te esforçes tanto, as melhores coisas acontecem quando menos as esperas.



(Gabriel García Márquez)

Sábado, Agosto 19

pai e filho

"não sabendo que era impossível, ele foi lá e fez" define muito bem esse vídeo. é impressionante o que um pai é capaz de fazer por um filho. é emocionante... e tem gente que ainda reclama da vida.


Terça-feira, Agosto 8

e se meu black label falasse...

com certeza ele diria: olha o buraco, imbecil

Domingo, Agosto 6


o homem apaixonado

Se você conheceu um homem apaixonado, verdadeiramente apaixonado, você conheceu o que há de melhor nesse mundo.
É fácil e comum, nos dias de hoje, encontrar uma mulher apaixonada. As mulheres parecem ter sido feitas para a paixão (ao menos é o que nos dizem desde que nascemos). Mas homens, esses foram feitos para as batalhas sangrentas do dia a dia, para as dificuldades financeiras, para a luta pela sobrevivência, para o silêncio de sentimentos (assim pensa a nossa sociedade).
Os homens foram tão massacrados de responsabilidades e estigmas de carregar o mundo nas costas, que nem se deram conta de sua própria necessidade de amor e paixão. Fingem tão bem não ligar, reduzem o amor a conquistas, a disputas, a objetivos práticos a serem alcançados que, assim que atingem tal objetivo, o objeto passa a não exercer o mesmo fascínio.
Tudo bem, é por aí. Mas e quando Cupido decide flechar de verdade o coração masculino? Como reage esse coração, tão pouco acostumado a sofrer por amor, a manter alguém 24 horas por dia em seu pensamento?
Gente, é lindo! É tão lindo quanto ver uma criança dando seus primeiros passos, ou vendo um passarinho dar seu primeiro vôo, ou como namorados dando seu primeiro beijo.
Ele (o homem) é pego de surpresa e reage de forma surpreendente. Torna-se vulnerável, emotivo, passa a prestar atenção em letras de músicas, em flores, em poemas, em vitrines, em praças, em crianças. Ele passa subitamente a gostar de lojas, de receitas, de moda e perfumaria. Fica entendido em cremes e cheiros, em livros, em drinks. Passa a ser expert em assuntos exóticos. Acorda e dorme cantarolando. Isso tudo porque a amada tem seu mundo e é seu mundo.
O espelho passa a exercer atração. Geralmente muda o corte do cabelo, a barba e o bigode (tira, se tem, deixa crescer, se não tem). Fica vaidoso, sensível e bobinho. Adorável bobinho. Mas… esconde!
Ah, parece ser pecado se apaixonar!
Deve ser uma terrível gafe demonstrar sentimentos.
Aparentemente é condenável ser simplesmente humano.
Sabe aquela coisa do “lado feminino”? Balela. Não existe essa dicotomia. Todos temos de tudo dentro de nós. O poder, a beleza, o bem, o mal, o masculino e o feminino, o yin e o yang.
Mas esse homem apaixonado passa a ser exigente, a ter carências e vicissitudes. E se você souber manter essa chama acesa, souber lidar com esse homem enfeitiçado, será uma mulher abençoada, porque ele é capaz de tudo para ver você feliz.
Ah, esse homem não medirá esforços. Não haverá obstáculos capazes de detê-lo na empreitada da sua felicidade. Ele acordará com a força de um Hércules, a disposição de um atleta, a perseverança de um monge, e a fragilidade de uma criança.
Acolha-o. Sinta-o. Mime-o. Ame-o.
Deixe-o sentir seu amor fluir.
Alimente-o de afagos, de agrados, de elogios.
Mostre a ele a correspondência de sentimentos, mas não o prenda.
Deixe-o livre para escolher você, escolher estar com você, preferir você a qualquer coisa. Mas por vontade dele.
Creio que o erro de muitas mulheres é querer prender seu homem, controlar seus passos, cercá-lo não de afeto, mas de desconfiança.
O homem apaixonado é seu. Está apaixonado, encantado, tem um mundo novo e muitas das vezes não sabe lidar com ele.
Também fica inseguro, ciumento, quer agradar, quer inundá-la de carinhos, mas quer manter sua habitual liberdade.
E em nome desse novo amor, desse sentimento que o fragiliza tanto, talvez sufoque essa liberdade que sempre teve e que sempre foi-lhe ensinado assim. Mas isso, com o tempo, certamente o deixará limitado e cansado, levando a um desgaste no relacionamento.
Então, o que fazer?
Não há fórmulas. Não há receitas de bolo.
Há sim uma necessidade de entendimento, de espaço, de respeito mútuo.
Há que se lidar com a liberdade assim como se lida com a delicadeza da paixão.
Há que se estabelecer limites. O outro é o outro, você é você.
Não se pode amar ao outro se não se ama a si próprio.
O outro não é seu espelho e nem seu ideal e objetivo.
Nada de se anular em função do amor.
Essa é a diferença entre a mulher apaixonada e o homem apaixonado.
Ele não ama menos, não sente menos, não sofre menos por amor.
Apenas ele sempre teve sua individualidade. A sociedade o permitiu desde o início dos tempos, enquanto nós, mulheres, aos poucos vamos ganhando terreno na igualdade de direitos, inclusive o direito de se amar, o direito a seu espaço individual na relação a dois.
Sendo assim, ao dar de cara com um homem apaixonado, ao se apaixonar por ele, não abra mão de seu espaço, de sua individualidade, porque só assim poderá entender a postura dele e aproveitarão tudo o que a paixão e o amor correspondidos podem fornecer de forma sadia a ambos.
Curta seu homem, estrague-o de tanto amá-lo, e seja feliz!…
(Lilian Maial)

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passando pelo blog do meu amigo Cirilo, me deparo com esse excelente texto.
só há uma coisa para se falar: ame!


e hoje pude ter novamente aquela sensação

e foi esquisito a princípio. nem poderia ter feito, mas a vontade foi grande, a saudade maior ainda e, creio, que não vou me arrepender disso nem tão cedo... posso até passar outros 7 meses de molho, mas que valeu muito, ah valeu.
segunda vou voltar à fisioterapia. com toda a certeza desse mundo, ana paula vai me torturar com aquele objeto saído das salas de tortura do delegado fleury, mas que é utilizado pelos fisioterapeutas pra dar choque em seus pacientes.
mas voltando ao assunto, me senti muito leve, relaxado... acho que é por esses motivos que amo muito tudo isso... até o abuso passou.. acho que deixei no meio do mato aquele lado rabugento que há tempos tomou conta de mim.

carpe diem.

ah, a foto é do meu grande amigo, fernando sevá.

Domingo, Junho 25

e os piratas...

falsificaram até uma ferrari. o mais interessante, é que pertencia ao presidente de um dos maiores fã clubes da ferrari, o "Passione Rossa" (Paixão Vermelha).
o modelo foi o da foto ao lado. pra ver grande, é só clicar nela.

agora eu fiquei com uma coisa na cabeça... quando será que vão falsificar água em pó?